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Facebook é a rede social mais utilizada como fonte noticiosa para jornalistas


O facebook é a rede social mais utilizada como fonte noticiosa pelos jornalistas. No entanto, as fontes tradicionais ainda mantêm um lugar privilegiado para os jornalistas de televisão na construção da notícia, revela um inquérito realizado às redacções portuenses dos canais televisivos RTP, SIC, TVI, CMTV e Porto Canal. O estudo foi conduzido por um grupo de trabalho da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) - no âmbito do Mestrado em Ciências da Comunicação (2015/2017) - e os resultados globais estão a ser divulgados pela COMUNICAR-se, por ocasião do seu aniversário.

Partindo do pressuposto de que a Internet e as plataformas de Social Media, nomeadamente, as redes sociais transformaram-se numa ferramenta essencial à prática jornalística e a sua utilização, como fonte de informação, é uma das muitas metamorfoses provocadas no jornalismo, o objectivo do estudo foi perceber de que forma os jornalistas recorrem às novas plataformas digitais de interactividade social como fontes noticiosas, nomeadamente, o Facebook (por ser a rede social mais utilizada); o Twitter (por ser o microblogue com mais utilizadores) e o Youtube (por ser o vídeo storage com mais utilizadores).

A oportunidade de divulgar os resultados globais do estudo surge no âmbito do 1.º aniversário da empresa, assinalado em Outubro, e visa reforçar o perfil integrado da agência como player atento à evolução da comunicação nas suas várias vertentes.

Assim, com este estudo, a COMUNICAR-se pretende evidenciar que o seu envolvimento e intervenção no mercado da comunicação estão para além da consultoria, pois assume um papel activo que permita dar in-puts em diversos contextos na área da Comunicação.

A importância deste trabalho de investigação - que serviu para sentir o pulsar das redes sociais como nova fonte de informação emergente - reflecte-se numa visão analítica global do cenário actual da interdependência entre jornalistas e fontes de Social Media.

O estudo confirma que a massificação e a velocidade da informação obrigam a uma progressiva adaptação do Jornalismo às novas formas de comunicação. “Hoje, o ritmo vertiginoso da informação perdeu-se nas redes sociais, dando lugar à instantaneidade que se assume, cada vez mais, como um conceito dominante. Este processo permite que um acontecimento se propague rapidamente e circule de forma incontrolável podendo levar os jornalistas - pressionados pelas características do próprio meio - a adoptarem as redes sociais como fontes, sem que a informação dos mesmos se constitua fidedigna, por isso, a credibilidade dos factos e o contraditório devem sempre assumir um papel preponderante”, sublinha a directora da COMUNICAR-se, Raquel Garcez Pacheco.

O ESTUDO PERMITIU CONCLUIR QUE:

  • As Redes Sociais ocupam um lugar ainda pouco relevante nas redacções dos jornais em estudo enquanto fonte noticiosa, resultado do desprestígio, em termos de credibilidade, que é atribuído ao conteúdo que neles é publicado;

  • As fontes noticiosas "mais utilizadas" nas peças jornalísticas são as Fontes Oficiais Estatais e as Fontes Documentais/ Investigação, seguem-se - na variável "utilizadas" - os Press Releases, os Contactos Pessoais e as Fontes Oficiais Não Estatais;

  • As Fontes Oficiais Estatais são também consideradas as mais credíveis pela maioria dos jornalistas inquiridos;

  • Embora os jornalistas possam supervisionar com frequência as informações que circulam no Facebook, Twitter e Youtube - devido ao lugar que estas plataformas ocupam hoje na vida dos indivíduos e enquanto veiculadoras de informações que podem ter interesse jornalístico -, as fontes tradicionais mantêm um lugar privilegiado no processo noticioso;

  • Na relação dos inquiridos com as redes sociais, em contexto profissional, o Facebook é o canal mais utilizado como fonte noticiosa;

  • Mais de metade dos inquiridos de uma redacção televisiva revelaram já ter publicado uma notícia com base nas redes sociais e que posteriormente foi desmentida.

Metodologia do Estudo:

  • Questionário (anónimo): perguntas relacionadas com os hábitos dos jornalistas na construção das notícias.

  • Amostra: jornalistas dos canais televisivos da RTP, SIC, TVI, CMTV e Porto Canal das delegações do Porto e que têm responsabilidade directa na produção de conteúdos jornalísticos - total 88 jornalistas.

  • Respostas: dos 88 inquéritos distribuídos, obteve-se 60 respostas (RTP = 19; SIC = 10; TVI = 8; Porto Canal = 16; CMTV = 7), equivalendo a uma taxa de retorno de 68%, validando a amostra.

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